Defesa Civil monitora sinais de estiagem para antecipar impactos em Sergipe

A Defesa Civil de Sergipe intensificou o monitoramento dos sinais de estiagem no estado para antecipar possíveis impactos relacionados à redução da disponibilidade hídrica e aos efeitos do El Niño. A estratégia, que utiliza uma rede de 50 estações meteorológicas e ferramentas digitais de análise climática, acompanha diferentes indicadores para identificar áreas vulneráveis antes que a população perceba uma eventual falta d’água. O trabalho considera fatores como chuvas, temperatura, evapotranspiração, vegetação e volume dos reservatórios para orientar medidas de prevenção e resposta.
Segundo a Defesa Civil, o volume de chuva registrado não é suficiente, isoladamente, para determinar a situação hídrica de uma região. Os técnicos também avaliam a quantidade de água perdida para a atmosfera por meio da evaporação e da transpiração das plantas. Esse balanço permite identificar os primeiros sinais de déficit hídrico, que podem se agravar quando as precipitações não conseguem repor a água perdida.
Os dados já apontam índices acima das referências históricas em algumas regiões de Sergipe. No alto sertão, a evapotranspiração chegou a 3,52 milímetros por dia, resultado 8% superior à climatologia histórica. No centro-sul, o índice alcançou 3,29 milímetros por dia, 15% acima da referência. Quanto maior a evapotranspiração, maior é a necessidade de reposição de água para manter o equilíbrio hídrico, e a persistência desse descompasso pode afetar reservatórios, produção agrícola, vegetação e abastecimento.
Atualmente, o alto sertão, o centro-sul e o agreste central estão entre as áreas que recebem maior atenção no monitoramento. No alto sertão, municípios como Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Monte Alegre de Sergipe, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória estão sendo acompanhados de forma mais próxima. A análise antecipada dos indicadores busca identificar mudanças no cenário e permitir que medidas sejam adotadas antes de uma eventual intensificação da estiagem.
As informações produzidas pelo monitoramento também integram o planejamento operacional do Estado por meio do Plano de Contingência Estadual, estruturado pela Sala de Situação Governamental. A estrutura reúne órgãos como a Defesa Civil, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Ações Climáticas (Semac), a Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), a Deso e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), entre outros setores que podem ser acionados conforme a evolução das condições climáticas.
Fonte: Governo de Sergipe












