Coronel Ribeiro tem a expectativa de transformar seus resultados positivos na segurança pública em votos

28/09/2026 às 14:37:58

Por Flavão Fraga

Na política, currículo ajuda. Resultado também. Mas nenhum dos dois, sozinho, garante eleição. E talvez seja exatamente esse o principal desafio do coronel Alexsandro Ribeiro nesta reta final de campanha para deputado estadual pelo PSD: transformar em votos a experiência acumulada ao longo de sua carreira e os resultados associados ao período em que esteve à frente do Comando-Geral da Polícia Militar de Sergipe.

Ribeiro não chegou ao principal posto da Polícia Militar por acaso. Construiu sua trajetória profissional dentro da corporação até alcançar o Comando-Geral, assumido em janeiro de 2023. Na ocasião da posse, o próprio coronel lembrou sua origem como estudante da rede pública, criado no bairro Siqueira Campos, em Aracaju, e classificou como uma grande conquista chegar ao comando da instituição. Essa trajetória passou a integrar o currículo que agora apresenta ao eleitor sergipano.

Durante três anos no comando, sua gestão também foi marcada por investimentos na estrutura da Polícia Militar. Segundo dados divulgados pela própria PMSE, foram mais de R$ 32 milhões destinados à infraestrutura, alcançando 28 unidades na capital e no interior, além da modernização de espaços de formação e treinamento. Somente em 2025, outros R$ 15,5 milhões foram aplicados em equipamentos, incluindo material destinado à capacidade operacional da corporação.

Os indicadores da segurança pública também fazem parte desse período. Sergipe chegou a três anos consecutivos como o estado com a menor taxa de mortes violentas do Nordeste. Em 2025, foram registradas 304 mortes violentas intencionais, menor número desde o início da série histórica, em 2003. Na comparação com 2016, quando ocorreram 1.306 casos, a redução acumulada chegou a 77,1%.

Naturalmente, esses números não podem ser colocados exclusivamente na conta de um comandante. Segurança pública é resultado de um conjunto de ações que envolve Governo do Estado, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e outras instituições. Mas Ribeiro estava justamente no comando da principal força de policiamento ostensivo de Sergipe durante parte desse período e, portanto, participou desse processo.

Existe ainda outro componente importante de sua trajetória: a relação construída com a tropa. Durante sua gestão, Ribeiro colocou a valorização dos policiais entre as prioridades administrativas. A própria PMSE registra ações de valorização profissional, melhorias estruturais e aproximadamente 2.500 condecorações concedidas a militares e civis durante os três primeiros anos de sua gestão.

É nesse ambiente que sua candidatura busca carregar para a política a proximidade, o respeito e a confiança construídos ao longo dos anos dentro da corporação. Para Ribeiro, esse vínculo com homens e mulheres que estiveram ao seu lado na Polícia Militar pode representar uma das bases de sustentação de sua entrada na disputa eleitoral.

O coronel chega, portanto, às urnas reunindo três elementos que procura apresentar como credenciais: currículo, experiência administrativa e resultados registrados durante sua passagem pelo comando. Soma-se a isso uma trajetória profissional construída dentro da instituição até chegar ao posto máximo da Polícia Militar.

Mas eleição é outro campo de batalha.

Uma coisa é administrar uma corporação presente nos 75 municípios, comandar efetivo, recursos e operações. Outra é transformar reconhecimento profissional em voto e fazer essa imagem ultrapassar os muros dos quartéis para chegar ao eleitor comum.

Ribeiro tem currículo, números e uma trajetória para apresentar. Agora, a expectativa é saber quanto desse patrimônio construído na segurança pública conseguirá transformar em votos nas urnas.