Confusão e agressões marcam sessão da CPMI do INSS após aprovação da quebra de sigilo de Lulinha

Uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terminou em cenas de agressões físicas e tumulto nesta quinta-feira (26), após a comissão aprovar a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio ocorreu no plenário da Câmara dos Deputados e marcou uma das sessões mais tensas desde a instalação do colegiado, com troca de empurrões e suspensão momentânea dos trabalhos.
O requerimento que incluiu a quebra do sigilo de Lulinha foi aprovado em bloco junto com dezenas de outros pedidos, incluindo solicitações de acesso a dados financeiros e fiscais de investigados no inquérito que apura supostas fraudes em benefícios previdenciários. A decisão da CPMI ocorre no contexto de investigação da Polícia Federal sobre um esquema de descontos associativos indevidos que teria lesado milhões de aposentados e pensionistas. Embora o nome de Lulinha tenha sido citado em investigações, ele ainda não foi formalmente alvo direto da operação principal da PF.
Logo após o anúncio da aprovação, parlamentares da base governista reagiram de forma acalorada, partindo para confronto físico com membros da oposição próximos à mesa da presidência da comissão. Imagens capturadas nos arredores do plenário mostram gritos, empurrões e troca de socos entre deputados de diferentes partidos, levando à suspensão temporária da sessão para que a ordem fosse restabelecida.
O clima de polarização política foi destacado por membros da própria CPMI. A deputada opositora Bia Kicis (PL-DF), defensora da inclusão do pedido no rol de requerimentos, afirmou que “a verdade tem que vir à tona”, ao justificar a necessidade de investigação ampla e sem blindagens.
A comissão deve retomar seus trabalhos nos próximos dias, com a expectativa de novos confrontos verbais e decisões que podem ampliar ainda mais os debates em Brasília.
Fonte: CNN Brasil e Fan F1











