Confusão e agressões marcam sessão da CPMI do INSS após aprovação da quebra de sigilo de Lulinha

26/02/2026 às 20:09:40

Uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terminou em cenas de agressões físicas e tumulto nesta quinta-feira (26), após a comissão aprovar a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio ocorreu no plenário da Câmara dos Deputados e marcou uma das sessões mais tensas desde a instalação do colegiado, com troca de empurrões e suspensão momentânea dos trabalhos. 

O requerimento que incluiu a quebra do sigilo de Lulinha foi aprovado em bloco junto com dezenas de outros pedidos, incluindo solicitações de acesso a dados financeiros e fiscais de investigados no inquérito que apura supostas fraudes em benefícios previdenciários. A decisão da CPMI ocorre no contexto de investigação da Polícia Federal sobre um esquema de descontos associativos indevidos que teria lesado milhões de aposentados e pensionistas. Embora o nome de Lulinha tenha sido citado em investigações, ele ainda não foi formalmente alvo direto da operação principal da PF. 

Logo após o anúncio da aprovação, parlamentares da base governista reagiram de forma acalorada, partindo para confronto físico com membros da oposição próximos à mesa da presidência da comissão. Imagens capturadas nos arredores do plenário mostram gritos, empurrões e troca de socos entre deputados de diferentes partidos, levando à suspensão temporária da sessão para que a ordem fosse restabelecida. 

O clima de polarização política foi destacado por membros da própria CPMI. A deputada opositora Bia Kicis (PL-DF), defensora da inclusão do pedido no rol de requerimentos, afirmou que “a verdade tem que vir à tona”, ao justificar a necessidade de investigação ampla e sem blindagens.

A comissão deve retomar seus trabalhos nos próximos dias, com a expectativa de novos confrontos verbais e decisões que podem ampliar ainda mais os debates em Brasília.

Fonte: CNN Brasil e Fan F1