Alessandro Vieira é intimado em ação movida por escritório da esposa de Alexandre de Moraes

28/04/2026 às 15:41:28

O senador Alessandro Vieira (MDB) informou, nesta terça-feira (28), que recebeu uma intimação da Justiça de São Paulo decorrente de uma ação movida pelo escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso envolve alegações de danos morais relacionadas a declarações atribuídas ao parlamentar sobre supostos repasses financeiros ao escritório.

De acordo com o senador, o processo tem como base a acusação de que ele teria afirmado que o escritório recebeu recursos oriundos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Vieira nega a declaração e afirma que não fez tal associação. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a ação judicial como uma tentativa de ameaça e intimidação vinculada à sua atuação parlamentar.

“O processo de tentativa de ameaça, de intimidação com relação à minha atuação por parte dos ministros do Supremo continua. [...] O que eles alegam falsamente? Que eu teria dito que esse escritório recebeu dinheiro do PCC. Eu não disse isso. Em nenhum momento”, declarou o senador.

Ainda segundo o parlamentar, suas falas fazem referência a informações já divulgadas sobre repasses financeiros do Banco Máster ao escritório, tema que, de acordo com ele, teria sido documentado e reconhecido em investigações. Ele reforçou que suas declarações não associaram os valores a organizações criminosas, mas sim a dados públicos existentes.

Em dezembro de 2022, o jornal O Globo revelou que o escritório Barci de Moraes mantinha contrato de R$ 129 milhões com o Banco Máster, prevendo remunerações mensais entre 2024 e 2027. Com a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, em novembro do ano passado, os pagamentos foram interrompidos.

Dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado, da qual Alessandro Vieira foi relator, indicam que o escritório de Viviane Barci de Moraes recebeu cerca de R$ 80,2 milhões do Banco Máster entre 2024 e 2025. O senador afirmou ainda que a ação judicial não irá interferir em sua atuação no Congresso Nacional.