Tomate cai 20,20% em Aracaju e ajuda a reduzir custo da cesta básica em agosto

O preço da cesta básica de alimentos caiu em 25 das 27 capitais brasileiras em agosto, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Aracaju, o tomate teve redução de 20,20% e a carne bovina de primeira caiu 3,57%, enquanto o levantamento aponta que, apesar das quedas no mês, o custo acumulado dos alimentos segue em trajetória de alta na maior parte das capitais.
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução dos preços em agosto estão o café em pó e o tomate. O café apresentou queda em 23 capitais, com variações entre -5,98% no Rio de Janeiro e +1,55% em João Pessoa. Segundo a pesquisa, a redução da demanda no varejo influenciou os resultados, mesmo diante da retração na oferta provocada pela proximidade do fim da colheita, pelo início das exportações e pelo regime de chuvas.
O tomate ficou mais barato em 22 cidades analisadas. As maiores reduções foram registradas em Campo Grande (-27,09%), Manaus (-26,99%), Rio Branco (-25,93%), Salvador (-23,05%) e Aracaju (-20,20%). O resultado colocou o produto entre os principais responsáveis pela redução mensal observada no conjunto dos alimentos básicos.
A batata, que integra a cesta básica nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, também apresentou queda nos 11 estados analisados. As reduções foram superiores a 14%, variando entre -34,18% em Brasília e -14,65% em São Paulo. De acordo com o levantamento, o aumento da oferta provocado pela safra de inverno contribuiu para a redução dos preços do tubérculo.
O feijão, considerando as variedades carioca e preto, registrou redução em 20 municípios. O feijão-preto, que está em período de entressafra, teve aumento de preço em quatro das cinco capitais onde é pesquisado. Já o feijão-carioca apresentou queda em 19 das 22 capitais em que é considerado na composição da cesta, com redução de até 15,47% em Goiânia, influenciada pelo avanço da colheita da terceira safra.
O açúcar também teve redução em parte das capitais. Considerando os tipos cristal e refinado, o preço caiu em 16 cidades. Entre o açúcar cristal, as variações ficaram entre -5,64% em Manaus e +11,14% em São Luís. Já o refinado apresentou queda nas cinco capitais onde é pesquisado, com maiores reduções em São Paulo (-3,99%) e Florianópolis (-3,24%).
Por outro lado, arroz agulhinha e leite integral ficaram mais caros em 23 capitais. No caso do arroz, a baixa disponibilidade do cereal, a necessidade de recomposição dos estoques industriais e problemas logísticos relacionados às chuvas influenciaram os preços. Os maiores aumentos foram registrados em Porto Alegre (6,43%), Brasília (6,29%), Vitória (5,54%) e Curitiba (5,28%).
O leite integral também teve aumentos superiores a 7% em algumas capitais, com destaque para Teresina (7,66%), Campo Grande (7,42%) e João Pessoa (7,08%). O pão francês e o óleo de soja, por sua vez, ficaram mais caros em 18 capitais. O pão teve os maiores aumentos em Florianópolis (2,68%), Curitiba (2,59%) e Porto Velho (2,55%), enquanto o óleo registrou maiores altas em Manaus (2,33%), Curitiba (1,96%) e Natal (1,89%).
A carne bovina de primeira e a banana apresentaram aumento em 16 capitais. Para a carne, as variações ficaram entre queda de 3,57% em Aracaju e alta de 4,81% em Campo Grande. No caso da banana, a menor variação foi registrada em Natal (-7,13%) e a maior em Campo Grande (9,03%). A pesquisa também acompanhou os preços da manteiga e das farinhas de trigo e de mandioca, conforme a composição da cesta em cada capital.
Apesar das quedas registradas no mês, o acumulado mostra um cenário de alta. Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, o preço da cesta básica aumentou em todas as capitais, com variações entre 2,82% em Brasília e 12,29% em Porto Velho. Nos últimos 12 meses, houve aumento em 25 capitais, com variação de -0,64% em Brasília a +7,51% em Goiânia.
Em agosto, São Paulo apresentou o maior valor da cesta básica, de R$ 900,59, seguida por Cuiabá, com R$ 851,57, e Rio de Janeiro, com R$ 851,19. O levantamento é realizado conjuntamente pela Conab e pelo Dieese desde 2024 e teve a coleta ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras. A pesquisa passou a ter seus resultados divulgados em agosto de 2025 e busca contribuir para as políticas nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento Alimentar.
Fonte: Infonet












