Terminal Pesqueiro de Aracaju é arrematado na Bolsa em processo que promete impulsionar setor local

A venda do Terminal Pesqueiro Público de Aracaju em um leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) marcou um capítulo importante para a infraestrutura pesqueira de Sergipe e levantou debates sobre privatização, desenvolvimento econômico e futuro da cadeia produtiva local. O terminal, que vinha sendo acompanhado com atenção por pescadores, autoridades do setor e empresários há anos, foi oficialmente arrematado no dia 3 de março de 2026, durante um certame promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura em conjunto com o Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República.
A empresa BPJ Distribuidora LTDA foi a vencedora do leilão em Aracaju, garantindo o direito de explorar economicamente o terminal por 20 anos, um período que a legislação estabelece para concessões desse tipo e que inclui a responsabilidade por modernizar, operar e manter as instalações.
Segundo autoridades presentes ao evento, a expectativa é que os investimentos privados tragam melhorias significativas à infraestrutura local, ampliando a capacidade de processamento e comercialização de pescados.
Para o secretário de Agricultura e Pesca de Sergipe, Zeca da Silva, a concessão representa um passo estratégico,
“Terá impacto direto no fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico de Sergipe, especialmente em Aracaju", afirmou Zeca.
Essa fala, vinda de uma autoridade diretamente envolvida com o setor, destaca a esperança de que a modernização do terminal pesqueiro não fique apenas na promessa técnica, mas se traduza em benefícios concretos para trabalhadores da pesca, empresas e consumidores na capital sergipana e entorno. A história do terminal é longa: iniciado em 2015 sob gestão estadual, o projeto enfrentou atrasos e dificuldades orçamentárias ao longo dos anos, passando por diferentes fases até ser devolvido ao governo federal diante de entraves na conclusão das obras e financiamento. A inclusão do terminal no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e sua posterior concessão marcam uma tentativa de viabilizar economicamente uma infraestrutura considerada estratégica para a pesca local.
Entretanto, nem tudo foi disputado na praça financeira: o terminal de Aracaju acabou sendo arrematado por um valor de R$ 990,00, uma cifra bastante simbólica frente ao potencial econômico e ao fato de que foi a única proposta registrada para esse ativo durante o leilão, situação que levanta questões sobre a atratividade do setor para investidores e os mecanismos usados para garantir competitividade nos certames públicos.
Fonte: O Caju











