Sabotagem contra a Iguá atrasa normalização do fornecimento de água em Aracaju

A normalização do abastecimento de água em Aracaju sofreu um novo revés após a identificação de indícios de sabotagem em pontos estratégicos do sistema operado pela Iguá. A informação foi divulgada neste domingo (26) pela Iguá Sergipe, que apontou a existência de violações em registros considerados essenciais para a retomada plena do fornecimento.
O problema teve origem no rompimento de uma adutora de 800 milímetros, ocorrido na última terça-feira (21), responsável por conduzir água até a Estação Elevatória de Água Tratada 3 (EEAT 3). O reparo emergencial foi concluído na quarta-feira (22), e a previsão inicial era de que o abastecimento fosse restabelecido gradualmente em até 72 horas.
Entretanto, durante o processo de recuperação do sistema, equipes técnicas identificaram sinais de interferência indevida nesses registros, o que pode ter comprometido diretamente o cronograma de normalização. Pelas características da ocorrência, a ação levanta a suspeita de ter sido executada por alguém com conhecimento técnico apurado, não aparentando se tratar de um leigo no assunto.
Diante desse cenário, surgem questionamentos que ampliam a gravidade do caso: tratar-se-ia de um boicote praticado por alguém com experiência prévia na área de abastecimento de água, ou haveria algum viés político por trás da ação? A concessionária registrou boletim de ocorrência, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Mesmo diante de um cenário de possível ação criminosa, a empresa informou que mobilizou novamente suas equipes operacionais para corrigir os danos e restabelecer o funcionamento adequado da rede. Um novo reparo já foi executado, e a expectativa atual é de que o fornecimento seja regularizado em até 24 horas.
Foram impactados bairros como Farolândia, Salgado Filho, Grageru, Treze de Julho, São Conrado, Jabotiana, Ponto Novo, Suíssa, Jardins, São José, José Conrado de Araújo, Mosqueiro, Areia Branca, Matapuã, Gameleira, Inácio Barbosa e Aeroporto.
Nos bastidores, o episódio levanta preocupações não apenas pelo impacto direto à população, mas também pelo risco de que práticas dessa natureza possam estar sendo adotadas de forma recorrente. A expectativa é de que os responsáveis sejam identificados e punidos conforme a lei, diante da gravidade do ocorrido.











