Polícia Federal investiga desvio de mais de R$ 1 milhão em obra de escola em Sergipe

A Polícia Federal em Sergipe cumpriu, nesta terça-feira (14), cinco mandados de busca e apreensão em Aracaju durante a Operação Warren, que investiga o desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos públicos federais destinados à reforma e ampliação de uma escola estadual. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes na execução do contrato da obra.
De acordo com as investigações, o esquema foi identificado a partir de uma auditoria técnica realizada pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop), que apontou divergências entre os valores pagos e o avanço físico da obra. A inconsistência levantou suspeitas sobre a aplicação dos recursos públicos.
Segundo a Polícia Federal, o grupo fraudava medições e documentos para simular a execução de serviços que, na prática, não eram realizados. Com isso, eram liberados pagamentos indevidos relacionados ao contrato da obra.
Ainda conforme a investigação, os valores liberados eram posteriormente transferidos para pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema, numa tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro, caracterizando indícios de lavagem de recursos.
O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 1 milhão, valor que corresponde aos recursos federais que teriam sido desviados durante a execução da obra da unidade escolar.
As apurações também indicam a participação de diferentes agentes no esquema, incluindo empresários, um servidor público responsável pela fiscalização da obra e intermediários utilizados para movimentação financeira dos valores desviados.
A operação mobilizou 16 policiais federais, que atuaram no cumprimento das ordens judiciais na capital sergipana. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados até o momento.
Os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, entre eles organização criminosa, desvio de recursos públicos, fraude na execução de contrato administrativo, corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Fonte: PM/SE











