Polícia Ambiental flagra desmatamento irregular e autua morador por crime ecológico em Aracaju

04/03/2026 às 15:55:52

Um homem de 36 anos foi autuado na tarde de terça-feira, 3 de março de 2026, por desmatamento de vegetação nativa em uma Área de Preservação Permanente (APP) no bairro Soledade, zona norte de Aracaju, em um caso que evidencia a fragilidade de áreas ambientalmente protegidas dentro da capital sergipana. 

De acordo com a Polícia Militar do Estado de Sergipe, a ocorrência foi registrada após o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) receber uma denúncia e acionar a Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAm) para averiguação. No local, os agentes constataram que o suspeito estava realizando o desmatamento de vegetação sem qualquer autorização dos órgãos ambientais competentes e que já havia iniciado a construção de uma casa de madeira na área protegida. 

Ao ser questionado pela equipe, o homem admitiu que não possuía licença ou permissão para qualquer intervenção naquele espaço, o que configura infração à legislação ambiental que protege áreas de preservação permanente, locais que, por lei, devem conservar recursos hídricos, manter a biodiversidade e garantir a estabilidade do solo contra erosões. 

Diante da constatação do crime ambiental, o suspeito foi conduzido até a Delegacia Plantonista de Aracaju, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. A legislação ambiental brasileira é clara ao exigir autorização para supressão de vegetação em APP, justamente para evitar a degradação do meio ambiente e seus serviços ecológicos essenciais. 

Esse tipo de ocorrência demonstra como áreas naturais dentro de zonas urbanas, como o Soledade, continuam vulneráveis a práticas irregulares que, além de ferirem a lei, ameaçam a qualidade de vida da população, o equilíbrio dos ecossistemas e a manutenção de recursos hídricos urbanos. A ação da Polícia Ambiental, por sua vez, revela a atuação dos órgãos de fiscalização no combate a esses ilícitos, reforçando a importância de denúncias e da vigilância comunitária frente a crimes ambientais que podem passar despercebidos pela sociedade. 

Fonte: Fan F1