PF e CGU miram contratos de entidade contratada emergencialmente em Socorro na gestão Padre Inaldo

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 14, a Operação Dirus, que investiga possíveis irregularidades na contratação de duas organizações sociais para administrar unidades de saúde em Nossa Senhora do Socorro. A apuração inclui o hospital de campanha instalado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), abrangendo o período de 2020 a 2026.
Segundo informações apuradas pelo FF Notícias, curiosamente, as entidades teriam iniciado sua atuação no município por meio de contratações emergenciais em 2020, durante a gestão do então prefeito Padre Inaldo, no contexto do enfrentamento à pandemia. A nota da PF confirma que os contratos investigados alcançam esse período, mas ainda não podemos confirmar se as suspeitas também recaem sobre a figura do ex-prefeito. Vamos aguardar pelo desfecho do trabalho investigativo!
A entidade permanece prestando serviços na administração atual após contratação por meio de processo licitatório formal, e não há, por enquanto, qualquer apontamento de quaisquer irregularidades envolvendo a gestão do prefeito Samuel Carvalho. Essa informação integra a apuração feita pelo nosso portal. O comunicado da Polícia Federal não individualiza ou direciona responsabilidade a gestores municipais.
De acordo com a PF, há suspeitas de direcionamento de chamamentos públicos, superfaturamento e subcontratação de serviços por empresas vinculadas a pessoas ligadas aos próprios gestores das organizações sociais. Os 32 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraíba, em sedes de organizações e empresas e em residências de investigados.
A investigação teve início após uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificar suspeitas de uso irregular de dinheiro público. Realizada em conjunto com a CGU e o Ministério Público Federal (MPF), a operação prevê bloqueio e sequestro de bens e valores de até R$ 15,6 milhões, montante do prejuízo estimado pelas autoridades. Conforme a participação individual e as provas reunidas, os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As suspeitas seguem sob investigação.












