PF apreende mais de R$ 47,5 milhões em ações contra crimes eleitorais em 2026

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 47,5 milhões em bens e valores relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026, segundo balanço final divulgado pela corporação nesta segunda-feira (5). Do total, cerca de R$ 31 milhões correspondem a dinheiro em espécie. Até o fim do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), a PF havia instaurado 1.337 inquéritos policiais sobre crimes eleitorais no ano.
O balanço final também aponta que 204 pessoas foram conduzidas durante as ações realizadas no domingo. Ao todo, foram instaurados 49 inquéritos e lavrados 100 termos circunstanciados de ocorrência durante o primeiro turno. Entre os principais crimes investigados estão propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente compra de votos.
Ao longo de 2026, a Polícia Federal também contabiliza mais de 2.200 investigações ativas e 62 operações relacionadas a crimes eleitorais. Os números divulgados pela corporação são dinâmicos e podem sofrer alterações conforme novas ocorrências sejam registradas e os sistemas de investigação sejam atualizados.
Em Sergipe, a Polícia Federal registrou seis ocorrências relacionadas às eleições no domingo. Foram atendidas quatro ocorrências no plantão da Superintendência Regional, com apreensão de materiais e valores, enquanto outras duas resultaram na lavratura de Termos Circunstanciados de Ocorrência em Itabaiana, por possível boca de urna, e em Lagarto, por um eleitor que teria filmado a urna eletrônica. Ao longo de 2026, a PF instaurou 30 inquéritos relacionados a crimes eleitorais no estado.
A atuação da PF também inclui investigações sobre violência política contra mulheres. Até 1º de outubro, a corporação contabilizava 94 investigações em andamento relacionadas ao tema, sendo 77 instauradas em 2026. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destacou durante o balanço divulgado no domingo a abertura de 97 inquéritos relacionados à violência política de gênero.
“Reafirmo nosso compromisso com a democracia, com o processo eleitoral e com o papel que a Polícia Judiciária da União e a Polícia Judiciária Eleitoral estão cumprindo junto com os parceiros. Ninguém faz nada sozinho”, disse ele.
Andrei Rodrigues também ressaltou a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as polícias estaduais. Durante as eleições, policiais de Angola acompanham o processo brasileiro como observadores, por meio de um acordo de cooperação com a Polícia Federal. Segundo Rodrigues, a participação tem o objetivo de levar a experiência brasileira ao país e contribuir para o aprimoramento de seu processo eleitoral.
Fonte: Gov












