Mãe e padrasto são condenados a mais de 30 anos de prisão pela morte de criança de 2 anos em Aracaju

29/04/2026 às 18:28:04
Foto: Lucas Andrade/TV Sergipe

A Justiça condenou, na noite desta terça-feira (28), a mãe e o padrasto pela morte de uma criança de dois anos em Aracaju, após um julgamento que durou mais de 20 horas. O caso, ocorrido em outubro de 2022, resultou na morte da vítima por politraumatismo e abuso sexual, e levou à responsabilização dos dois réus, que já estavam presos desde a época dos fatos.

A mãe foi condenada a 78 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, maus-tratos e estupro de vulnerável. Já o padrasto recebeu pena de 38 anos de prisão, também em regime fechado, por lesão corporal seguida de morte, maus-tratos e estupro de vulnerável.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o padrasto confessou a prática dos crimes, admitindo tanto as agressões físicas que causaram a morte da criança quanto os abusos sexuais reiterados. A confissão foi considerada um dos elementos centrais do processo.

As apurações também apontaram que a mãe tinha conhecimento das agressões e era conivente com os crimes, inclusive participando de episódios de violência física contra a filha e deixando de agir diante dos abusos. Familiares relataram ainda que outra criança, irmã da vítima, também teria sido abusada pelo homem.

Durante o julgamento, apenas a defesa da mãe informou que pretende recorrer da decisão, alegando julgamento contrário às provas dos autos. Até o momento, não houve manifestação da defesa do padrasto quanto a eventual recurso.

O caso teve início em outubro de 2022, quando a criança deu entrada no Hospital Fernando Franco, localizado na Zona Sul da capital, em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência sexual. As equipes médicas tentaram realizar a ressuscitação cardiopulmonar, mas a vítima não resistiu.

Diante dos indícios de violência, o hospital acionou a Polícia Civil, que deu início às investigações. O caso gerou grande comoção e reforçou o debate sobre a proteção de crianças e a responsabilização de casos de violência doméstica.

Fonte: G1