Hospital Veterinário Municipal de Aracaju homenageia legado de militante dos direitos dos animais

A Prefeitura de Aracaju anunciou que o futuro Hospital Veterinário Municipal da capital sergipana será batizado com o nome da ativista Nazaré Moraes, referência histórica na defesa dos direitos dos animais em Sergipe. A decisão foi divulgada na última quinta-feira (19) nas redes sociais da prefeita Emília Corrêa, que ressaltou o legado da ativista e a importância da homenagem.
Segundo o anúncio oficial, a unidade será construída no bairro Soledade, na Zona Norte de Aracaju, com investimentos provenientes de parte dos recursos obtidos na concessão parcial da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO). A concessão foi concluída em setembro de 2024 e prevê aplicações em diversas áreas prioritárias do município, incluindo saúde e meio ambiente.
A prefeita destacou que a homenagem representa não apenas o reconhecimento público à trajetória de Nazaré Moraes, mas também reforça o compromisso da gestão municipal com políticas públicas de proteção e cuidado animal. Estudos técnicos já foram realizados e resultaram na elaboração de um anteprojeto que definirá as diretrizes da futura unidade.
O projeto é um passo importante no fortalecimento do debate sobre saúde animal na capital e no atendimento clínico a cães e gatos, bem como à promoção de serviços especializados em medicina veterinária, algo ainda raro em políticas públicas no Estado de Sergipe. Anteriormente, a Prefeitura já havia avançado na elaboração de projeto técnico para a implantação do hospital, contemplando necessidades como consultórios, áreas cirúrgicas e atendimento.
Quem foi Nazaré Moraes
Nazaré Moraes, que faleceu em março de 2024 aos 62 anos, foi uma das principais vozes da causa animal em Sergipe nas últimas décadas. Figura reconhecida por sua atuação incansável em prol dos direitos dos animais, ela foi fundadora da ONG Educação e Legislação Animal (Elan) — organização voltada à promoção de educação sobre bem-estar animal, combate a maus-tratos e incentivo a adoções responsáveis.
Seu trabalho vai além de ações assistenciais: foi uma defensora atuante na construção de um olhar mais amplo da sociedade sobre a importância de políticas públicas para animais domésticos e comunitários, além de ser referência no diálogo com autoridades e outros protetores. Sua morte comoveu o meio animalista local e motivou manifestações de pesar de diversas lideranças públicas e organizações.
A escolha de seu nome para batizar o hospital municipal reforça a importância de reconhecer socialmente trajetórias que contribuíram para ampliar o entendimento sobre cuidado, proteção e respeito aos seres vivos vulneráveis.











