Elber Batalha rebate Emília Corrêa e diz que régua moral dela está 'torta'

04/11/2026 às 19:35:58
Foto: Gilton Rosas

O vereador Elber Batalha (PSB) rebateu as declarações da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), que o acusou de avaliar a administração municipal utilizando a mesma régua de sua atuação política. Durante entrevista, o parlamentar criticou a condução do projeto de construção do cemitério municipal no bairro Santo Antônio e contestou a justificativa da gestora de que teria ocorrido uma falha de comunicação na divulgação da decisão. Segundo ele, a prefeita não recuou efetivamente da proposta e estaria tentando transferir a responsabilidade pela repercussão negativa.

Elber afirmou que a decisão de declarar a área de interesse público partiu da própria prefeita, que, segundo ele, homologou o processo administrativo e assinou o decreto. O vereador também criticou a tentativa de atribuir a repercussão do caso à equipe de comunicação da Prefeitura. “Não dá para ela colocar essa culpa na comunicação porque foi ela que assinou o decreto. Isso é até um desrespeito aos comunicadores. Houve um processo administrativo que ela homologou decretando aquela área de interesse público. Depois que ela viu a reação popular, a população não se sentiu contemplada e nem respeitada, ela tentou jogar a culpa nos estagiários”, declarou.

O parlamentar também questionou a escolha do bairro Santo Antônio para receber o equipamento público, apontando possíveis impactos na mobilidade urbana da região. Entre os pontos mencionados estão a movimentação na Rua Cláudio Batista, a presença de prédios residenciais, o fluxo de pessoas no Hospital Universitário e a proximidade com a Colina do Santo Antônio, considerada um ponto turístico. Elber ainda afirmou que outras localidades, como o Santa Maria, o povoado Areia Branca e o Japãozinho, teriam sido indicadas no processo judicial movido pelo Ministério Público.

Ao questionar os motivos da escolha do terreno, o vereador levantou suspeitas sobre a negociação envolvendo a área e afirmou que a desapropriação teria características de uma compra e venda. “Houve um interesse econômico dela em fazer a negociação que, na verdade, é uma compra e venda, mascarada de uma desapropriação”, declarou. Elber também mencionou um suposto acordo com os proprietários do sistema de comunicação instalado no local e classificou a condução do procedimento como uma negociação envolvendo recursos públicos.

Em resposta à crítica de Emília sobre sua régua de avaliação, o vereador adotou um tom irônico e citou episódios da administração municipal que, segundo ele, levantam questionamentos sobre a gestão. Entre os exemplos, mencionou a licitação de um lápis grafite por R$ 110 e de uma borracha por R$ 38, além de uma sindicância envolvendo contratos que, conforme sua declaração, não existiriam. O parlamentar também citou processos criminais envolvendo duas secretarias municipais e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga uma suposta coação de permissionários na negociação de pontos comerciais. “A senhora querer falar em régua moral? A régua moral é de quem está denunciando as irregularidades da gestão da prefeita”, afirmou.

Por fim, Elber voltou a responsabilizar a prefeita pela decisão administrativa relacionada à escolha do terreno e contestou a tentativa de atribuir a repercussão negativa a problemas de comunicação. Para o vereador, a reação da população demonstra que a comunidade não se sentiu ouvida durante o processo. Ele também voltou a relacionar a desapropriação a um possível acordo com empresários, classificando o procedimento como irregular. As declarações foram feitas em meio à discussão sobre a implantação do novo cemitério municipal na capital sergipana.

Fonte: Política de Fato