Demissão de vigilante após advertência a docente gera repercussão na Universidade Federal de Sergipe

O vigilante Rodrigo Silva foi demitido da Universidade Federal de Sergipe (UFS) após advertir um professor que estaria portando uma bebida alcoólica durante expediente no campus São Cristóvão, no dia 13 de fevereiro. A demissão, ocorrida recentemente, tem gerado repercussão entre servidores e estudantes da universidade, que acompanhavam o caso de perto nas últimas semanas.
Em entrevista concedida ao portal da FAN F1 nesta quinta-feira (20), Rodrigo afirmou que apenas estava cumprindo sua função quando abordou o docente sobre a suposta presença de álcool no campus, que é uma área pública, mas com regras internas de conduta. “Eu fui fazer o meu correto”, disse o vigilante ao se referir à sua ação, sustentando que agiu dentro das responsabilidades que seu cargo exige. A fala expressa a visão dele de que sua conduta não merecia a demissão, mas sim o apoio institucional para cumprimento das normas de segurança e disciplina no ambiente universitário.
O caso ganhou atenção depois que a demissão foi comunicada ao vigilante, que estava lotado no setor de segurança da UFS. A situação gerou debates internos sobre os limites das funções de vigilância e sobre os procedimentos adotados pela instituição no tratamento de ocorrências envolvendo docentes. Até o fechamento desta reportagem, a administração da UFS não havia divulgado nota oficial explicando os motivos detalhados da exoneração do vigilante ou esclarecendo eventuais normas da universidade relativas à presença de álcool em espaços acadêmicos.
A repercussão do caso ressaltou a importância de diretrizes claras sobre postura ética e disciplina no ambiente universitário, tanto para servidores quanto para terceirizados, sobretudo quando se trata de pessoal de segurança que atua na proteção do patrimônio e do bem-estar de quem frequenta os campi.











