Com disputa acirrada, Alessandro mantém liderança em pesquisa e resiste com pré-candidatura independente

19/03/2026 às 18:38:44

A mais recente sondagem do Instituto França (SE-07506-2026) traz um dado central para o tabuleiro de 2026: o senador Alessandro Vieira (MDB) segue ditando o ritmo da corrida ao Senado. Ao optar por uma candidatura independente — decisão motivada por divergências diretas com a presença de André Moura na chapa majoritária —, Alessandro mantém a coerência de seu discurso sem romper com o governador Fábio Mitidieri. Os números mostram que a estratégia tem eco: ele lidera tanto no primeiro quanto no segundo voto, alcançando 18,23% no cenário consolidado. O resultado é fruto de uma atuação parlamentar pautada no combate ao crime organizado e em temas de interesse público, o que lhe garante baixa rejeição e um capital político próprio.

Contudo, a liderança de Alessandro não apaga o fato de que a disputa segue profundamente indefinida. O levantamento revela um pelotão em ebulição logo atrás: Adailton de Valmir (15,23%), André Moura (14,00%) e Rogério Carvalho (13,91%) formam um bloco de alta densidade eleitoral. Essa proximidade numérica indica que, embora Alessandro tenha o “recall” e a aprovação, a força das máquinas partidárias e das bases municipais dos adversários promete um embate duro até o final. Com duas vagas em jogo, a disputa se torna um jogo de xadrez em que o voto de opinião de Alessandro terá que enfrentar a capilaridade de figuras tradicionais do estado.

A análise técnica reforça que o eleitor sergipano ainda está em posição de expectativa. No cenário espontâneo, impressionantes 60,18% dos entrevistados não apontaram um nome, deixando um vasto campo para o crescimento de quaisquer pré-candidatos, a exemplo de figuras experientes como Eduardo Amorim (11,21%) e Edvaldo Nogueira (10,31%), que não podem ser desconsiderados. Ambos aparecem com dois dígitos e possuem histórico político suficiente para buscar uma das cadeiras, especialmente quando a campanha ganhar as ruas e as definições de palanques ficarem mais nítidas. Ninguém, até o momento, conseguiu abrir uma distância que traga conforto absoluto.

A posição de Alessandro — aliado ao governo, mas em voo solo para o Senado — cria uma dinâmica curiosa. Ele precisará equilibrar o apoio à gestão estadual com a diferenciação necessária diante dos outros nomes da base que também almejam a vaga. Enquanto isso, nomes como Rodrigo Valadares (8,69%) e Professor Iran Barbosa (5,56%) seguem pontuando e podem apresentar crescimento futuro em um cenário de disputa com tamanha fragmentação. O cálculo para o segundo voto será, sem dúvida, o maior desafio para todos os estrategistas envolvidos.

Em resumo, o asfalto para 2026 está quente e o cenário é de um equilíbrio técnico rigoroso, considerando a margem de erro de 2,8%. Alessandro Vieira demonstra força ao se manter competitivo mesmo fora da chapa oficial, validando seu trabalho em Brasília, mas o “bolo” de candidatos logo atrás mostra que a eleição será decidida nos detalhes e nas alianças de última hora. Em Sergipe, a única certeza é que a briga pelas duas vagas ao Senado será uma das mais acirradas da história recente, com o destino das urnas ainda sob total neblina.