Casos de síndrome respiratória grave crescem em Sergipe e acendem alerta na saúde, aponta boletim da Fiocruz

Sergipe entrou em nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última quinta-feira (26), que aponta crescimento constante da doença associado ao vírus influenza A entre os dias 15 e 21 de março; o aumento ocorre também em Aracaju e está ligado à circulação de vírus respiratórios, o que acende o sinal de atenção das autoridades de saúde e reforça a necessidade de vacinação e medidas preventivas.
De acordo com o boletim InfoGripe, Sergipe está entre as 22 unidades da federação com nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. A análise considera dados epidemiológicos recentes e indica que o estado segue uma tendência contínua de crescimento nos casos da síndrome.
Na capital sergipana, o cenário também preocupa. Aracaju aparece entre as 22 capitais brasileiras com níveis elevados de SRAG e com sinal de crescimento sustentado nas últimas seis semanas, o que demonstra que a alta não é pontual, mas sim parte de um avanço progressivo da doença.
O levantamento aponta que o principal responsável pelo aumento dos casos é o vírus influenza A, causador da gripe. Além disso, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), conhecido por provocar bronquiolite em bebês e crianças, também contribui para o agravamento do quadro em Sergipe e em estados vizinhos, como Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a vacinação contra a influenza é fundamental para conter o avanço das hospitalizações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, imunocomprometidos e crianças. Segundo ela, a imunização é uma das principais estratégias para reduzir os impactos da doença no sistema de saúde.
Além da vacina, a especialista recomenda medidas de prevenção, como o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração, sobretudo em regiões com alta de SRAG. Em casos de sintomas gripais, a orientação é permanecer em isolamento domiciliar; quando isso não for possível, o uso de máscaras de maior proteção, como PFF2 ou N95, é indicado para evitar a transmissão do vírus.
Fonte: G1











