Casos de síndrome respiratória grave crescem em Sergipe e acendem alerta na saúde, aponta boletim da Fiocruz

27/03/2026 às 18:02:42
Foto: Getty Images/BBC/Arquivo

Sergipe entrou em nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última quinta-feira (26), que aponta crescimento constante da doença associado ao vírus influenza A entre os dias 15 e 21 de março; o aumento ocorre também em Aracaju e está ligado à circulação de vírus respiratórios, o que acende o sinal de atenção das autoridades de saúde e reforça a necessidade de vacinação e medidas preventivas.

De acordo com o boletim InfoGripe, Sergipe está entre as 22 unidades da federação com nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. A análise considera dados epidemiológicos recentes e indica que o estado segue uma tendência contínua de crescimento nos casos da síndrome.

Na capital sergipana, o cenário também preocupa. Aracaju aparece entre as 22 capitais brasileiras com níveis elevados de SRAG e com sinal de crescimento sustentado nas últimas seis semanas, o que demonstra que a alta não é pontual, mas sim parte de um avanço progressivo da doença.

O levantamento aponta que o principal responsável pelo aumento dos casos é o vírus influenza A, causador da gripe. Além disso, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), conhecido por provocar bronquiolite em bebês e crianças, também contribui para o agravamento do quadro em Sergipe e em estados vizinhos, como Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a vacinação contra a influenza é fundamental para conter o avanço das hospitalizações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, imunocomprometidos e crianças. Segundo ela, a imunização é uma das principais estratégias para reduzir os impactos da doença no sistema de saúde.

Além da vacina, a especialista recomenda medidas de prevenção, como o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração, sobretudo em regiões com alta de SRAG. Em casos de sintomas gripais, a orientação é permanecer em isolamento domiciliar; quando isso não for possível, o uso de máscaras de maior proteção, como PFF2 ou N95, é indicado para evitar a transmissão do vírus.

Fonte: G1