Cármen Lúcia relata ameaça de bomba e diz estar “vivíssima” durante palestra em Brasília

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou nesta quarta-feira (18) ter sido informada sobre uma ameaça de bomba contra sua vida, durante participação em um evento no Centro Universitário de Brasília, em Brasília. A declaração foi feita enquanto ela ministrava uma palestra sobre direitos das mulheres. Segundo a magistrada, o aviso foi recebido momentos antes de sua chegada ao local, mas, mesmo diante da situação, ela manteve a agenda pública.
Durante o evento, a ministra relatou que tomou conhecimento da possível ameaça por meio de comunicações recebidas enquanto se deslocava para a palestra. Apesar da gravidade, ela ressaltou não ter confirmação sobre a veracidade do fato nem detalhes sobre a origem do alerta, indicando apenas que vinha sendo informada por terceiros e recebendo ligações sobre o caso.
Em meio ao discurso, Cármen Lúcia fez uma declaração que chamou atenção dos presentes ao adotar um tom firme diante da situação: “Agora de manhã, vindo para cá, comunicaram-me que mandaram uma bomba para me matar. Estou no meio de estudantes. Todos viram meus advogados em dois minutos. Pior para quem mandar. Melhor não mandar. E nem sei se é fato, sei que foi noticiado e que estão me ligando. Eu estou vivíssima, cada vez mais”.
Apesar do relato público, até o momento não há confirmação oficial por parte do STF sobre a existência concreta da ameaça. Fontes da Corte informaram que não possuem informações detalhadas sobre o episódio, o que reforça a incerteza em torno do caso e a necessidade de apuração mais aprofundada pelas autoridades competentes.
A segurança dos ministros do STF é realizada por policiais judiciais, responsáveis pela proteção pessoal das autoridades e das instalações do tribunal. Nos últimos anos, esse esquema foi reforçado devido ao aumento de ameaças contra integrantes da Corte, especialmente após episódios de tensão política e ataques às instituições democráticas.
O episódio envolvendo Cármen Lúcia se insere em um contexto recente de maior pressão e hostilidade contra membros do Judiciário brasileiro. Desde os atos antidemocráticos registrados em 2023, autoridades do STF têm relatado ameaças frequentes, o que levou ao fortalecimento das medidas de segurança. A fala da ministra, portanto, além de expor um possível caso isolado, evidencia o clima de tensão que ainda envolve instituições centrais da democracia no país.
Fonte: Correio Braziliense











