Caiado critica Flávio Bolsonaro, relativiza força do PT e reforça discurso de experiência

30/03/2026 às 20:37:30

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou nesta segunda-feira (30) que a disputa contra o Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais não representa o maior desafio do cenário político atual. Segundo ele, mais importante do que vencer o pleito é garantir uma gestão eficiente que impeça o retorno da legenda ao poder.

A fala ocorreu após o Partido Social Democrático oficializar seu nome como pré-candidato à Presidência da República, em evento realizado em São Paulo. Na ocasião, Caiado também fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ao afirmar que o parlamentar não possui a experiência necessária para comandar o país.

De acordo com o governador, a condução do Executivo federal exige habilidade política e diálogo com instituições como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Ele ressaltou que a vivência administrativa é essencial para evitar conflitos e garantir estabilidade na governabilidade.

Caiado foi escolhido como candidato do PSD após superar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em uma disputa interna. A definição ocorreu após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era apontado como favorito dentro da legenda.

Ainda no mesmo dia, o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, questionou a viabilidade da candidatura de Caiado e sugeriu que o PSD apoiasse Flávio Bolsonaro já no primeiro turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em resposta, o pré-candidato descartou qualquer possibilidade de recuo e afirmou que o momento político exige diálogo, não imposições. Ele também rejeitou o rótulo de “terceira via”, preferindo se apresentar como uma alternativa independente dentro do cenário eleitoral.

Caiado ainda criticou a polarização entre o PT e o bolsonarismo, classificando-a como um modelo sustentado por interesses políticos. Para ele, é necessário romper com essa lógica e apresentar ao eleitorado uma opção baseada em experiência e capacidade administrativa.

Ao final, o governador voltou a destacar sua trajetória e afirmou que o eleitor tende a escolher candidatos com preparo comprovado. Ele também defendeu medidas de pacificação política, incluindo a possibilidade de anistia a envolvidos em episódios recentes, o que poderia alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro.