Augusto Cury defende aplicativo para monitorar agressores e uso de drones na proteção de mulheres sob medida protetiva

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) esclareceu a proposta apresentada para ampliar a proteção de mulheres vítimas de violência e afirmou que suas declarações sobre o uso de drones foram alvo de distorções e fake news. Segundo ele, a ideia central é criar um aplicativo capaz de monitorar geolocalizadamente agressores submetidos a medidas protetivas e alertar imediatamente a vítima caso eles se aproximem.
Cury explicou que, diante de uma situação de risco, a mulher seria avisada pelo aplicativo e poderia acionar a polícia antes que a agressão ocorresse. Em uma segunda etapa, inicialmente em fase de testes nas capitais, drones poderiam ser utilizados para acompanhar a ocorrência e dar suporte até a chegada da viatura policial. O candidato sustenta que a proposta busca utilizar a tecnologia para tornar a resposta do Estado mais rápida e preventiva.
A ideia apresentada por Cury ocorre em um contexto no qual o monitoramento eletrônico de agressores já faz parte das medidas previstas na legislação brasileira. A Lei 15.125/2025 passou a permitir o uso de tornozeleiras eletrônicas para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas, com possibilidade de alertas à vítima e às autoridades em caso de aproximação indevida. Em 2026, novas alterações legislativas ampliaram os mecanismos de monitoração eletrônica para casos de violência contra a mulher.
Ao rebater as críticas, Cury afirmou que sua proposta não consiste em “espalhar drones” pelas cidades, mas em integrar tecnologias para reforçar a proteção das vítimas. Para o candidato, o debate acabou concentrado no uso dos drones, enquanto a proposta principal — o monitoramento do agressor, o alerta imediato à mulher e o acionamento preventivo das forças de segurança — teria sido deixada em segundo plano.












