Após morte encefálica, doações realizadas no Huse salvam vidas em quatro regiões

23/02/2026 às 18:12:56

Uma ação de captação de órgãos realizada no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), em 23 de fevereiro de 2026, resultou no atendimento de pacientes em quatro estados brasileiros, após a confirmação de morte encefálica de um jovem de 21 anos vítima de um acidente automobilístico no município de Nossa Senhora da Glória, no Alto Sertão sergipano. A autorização para a doação foi dada pela família do paciente, que permitiu que órgãos vitais fossem destinados a quem aguardava na fila de transplantes. 

Segundo a publicação, os órgãos captados incluíram fígado, rins, coração e córneas, beneficiando pacientes em diferentes regiões do país. O fígado foi destinado ao Ceará; o rim direito seguiu para o Rio Grande do Sul; o rim esquerdo e o coração foram encaminhados para Pernambuco; e as córneas permaneceram em Sergipe, onde serão utilizadas para restabelecer a visão e qualidade de vida de pacientes da fila local. 

A constatação da morte encefálica, condição que, conforme protocolos médicos e legislação brasileira caracteriza o óbito, foi realizada após uma série de exames clínicos e específicos executados por equipe habilitada, que confirmaram a ausência de atividade neurológica. Somente com a conclusão desse processo e o consentimento familiar foi possível proceder com a doação, respeitando todos os critérios técnicos, éticos e legais. 

A organização e logística do procedimento envolveram equipes integradas do Huse, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e da Central Estadual de Transplantes (CET), além da colaboração de profissionais de outras unidades. O envio dos órgãos para diferentes estados demandou transporte eficiente e articulação entre instituições. O gesto da família, mesmo em uma situação de profunda dor, transformou o luto em esperança para dezenas de pessoas que dependiam de um transplante. 

A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe reforça que a doação de órgãos só ocorre mediante autorização da família, e incentiva que mais pessoas conversem com seus entes queridos sobre o desejo de ser doador, já que esse “sim” pode proporcionar uma nova chance de vida para quem aguarda por um transplante.

Fonte: Governo de Sergipe