Anvisa emite alerta sobre o Uso de suplementos com cúrcuma entra em alerta após risco de lesões no fígado

06/03/2026 às 16:13:42

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta nesta sexta-feira (6) sobre possíveis riscos à saúde relacionados ao uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, substância também conhecida como açafrão-da-terra. Segundo a agência reguladora, investigações internacionais identificaram casos raros, mas graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao consumo desses produtos, especialmente quando utilizados em forma de cápsulas ou extratos concentrados. 

De acordo com a Anvisa, o problema está relacionado às formulações presentes em medicamentos e suplementos, que podem conter concentrações elevadas da substância e tecnologias capazes de aumentar sua absorção pelo organismo. Em alguns casos, essas características podem levar o corpo a receber níveis muito mais altos de curcumina do que aqueles obtidos por meio da alimentação comum. 

A agência também esclareceu que o alerta não se aplica ao uso culinário da cúrcuma, amplamente utilizada como tempero na preparação de alimentos. Conforme destacou a instituição, “o pó usado na culinária é seguro e não integra o alerta, uma vez que não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento e aditivo alimentar.” 

Entre os sintomas que podem indicar possíveis problemas no fígado após o uso de suplementos ou medicamentos à base da substância estão pele ou olhos amarelados, urina escura, cansaço excessivo, além de náuseas e dores na região abdominal. Diante desses sinais, a orientação é interromper o consumo do produto e procurar atendimento médico.

O alerta brasileiro acompanha avaliações realizadas por órgãos reguladores de outros países, como França, Itália, Austrália e Canadá, que também registraram episódios de intoxicação hepática ligados ao uso de suplementos de cúrcuma. Como medida preventiva, a Anvisa informou que medicamentos deverão receber avisos de segurança em bula, enquanto o uso da substância em suplementos passará por nova análise técnica.

Fonte: Agência Brasil