Alessandro Vieira quer ampliar CPI do Crime Organizado para investigar caso do Banco Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, anunciou que deve solicitar a quebra de sigilos de empresas e pessoas físicas ligadas a familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa busca ampliar o escopo das investigações da comissão para incluir o caso envolvendo o Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central.
Entre os alvos dos requerimentos estão empresas relacionadas aos irmãos do ministro Dias Toffoli, que teriam participação em dois resorts de luxo no Paraná por meio de fundos de investimento vinculados ao Banco Master. Também será solicitado o levantamento de informações sobre o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, contratado pelo banco por cerca de R$ 129 milhões. Segundo o senador, o objetivo é apurar possíveis conflitos de interesse, além de eventuais conexões com práticas de lavagem de dinheiro e corrupção.
Os pedidos devem ser apresentados na próxima semana, com o fim do recesso parlamentar. De acordo com Vieira, a CPI do Crime Organizado tem competência para avançar em pontos que outras instituições não conseguem alcançar. “Esse é um ponto que só o Senado tem capacidade de enfrentar. Em todas as outras frentes, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República podem avançar”, afirmou em entrevista publicada nesta terça-feira (27).
O senador também destacou que os requerimentos funcionam como uma forma de antecipação à possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica para investigar o Banco Master. Embora a proposta já tenha alcançado o número mínimo de assinaturas, a criação da nova CPI ainda depende de decisão do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Criada em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado investiga crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ocupação ilegal de territórios e atuação de facções criminosas. Para Alessandro Vieira, há elementos suficientes que justificam a ampliação das apurações para incluir o caso do Banco Master. “É possível utilizar as CPIs que já estão em andamento, tanto a do Crime Organizado quanto a do INSS, porque as duas têm conexões que permitem esse avanço”, pontuou o parlamentar.











